Bahia ganha duas novas universidades e nove institutos federais

A rede de ensino federal na Bahia será ampliada em mais duas universidades federais e nove institutos federais de educação, ciência e tecnologia (Ifet). O anúncio foi feito nesta terça-feira (16), pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com a participação do governador Jaques Wagner, e faz parte do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Superior, Profissional e Tecnológica.

No estado, serão criadas as universidades federais do Sul da Bahia, com campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, e do Oeste da Bahia, com campi em Barra, Bom Jesus da Lapa, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. As cidades que receberão os novos Ifets são Xique-Xique, Serrinha, Itaberaba, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Brumado, Lauro de Freitas, Juazeiro e Euclides da Cunha.

Outra boa notícia é que a Universidade Federal da Bahia (UFBA) terá um campus de extensão em Camaçari e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) um campus de extensão em Feira de Santana. Também foi confirmada, pelo governo federal, a criação da Universidade Federal de Integração Luso-afrobrasileira (Unilab) no estado.

O plano prevê a criação, em todo o País, de quatro universidades federais – duas na Bahia, uma no Pará e outra no Ceará – e a abertura de 47 campi e de 208 unidades do Ifet.

Justiça 

“A gente fica muito feliz. Das quatro universidades anunciadas, duas são na Bahia. É importante, pela defasagem que nós tínhamos de vagas federais em universidades do nosso estado. Então, a presidenta Dilma e o Ministério da Educação fazem justiça com a Bahia. Os Ifets também são um presente da melhor qualidade, mas é claro que a gente vai sempre continuar trabalhando para expandir o ensino médio, o ensino tecnológico e o ensino universitário”, destacou o governador.

O secretário da educação, Osvaldo Barreto, considera a expansão da rede federal na Bahia como a recuperação de uma defasagem histórica. Segundo ele, a UFBA foi criada em 1946 e a Bahia só foi receber novas universidades nos anos de 2002 e 2005 e, agora, em 2011, são anunciados dois campi de uma vez. “Espero que este anúncio estimule os jovens que sempre sonharam em se qualificar e ter uma formação. Eles não vão precisar mais viajar para se formarem, poderão estudar perto de suas famílias. Agora, eles precisam buscar estas vagas”, afirmou Barreto.

Ampliação das vagas promove a descentralização da educação

A presidente Dilma destacou a importância da descentralização das unidades educacionais pelo país. Para ela, a distribuição dessas novas unidades no território nacional será um poderoso instrumento de redução das desigualdades. “Com a ampliação de vagas gratuitas na rede federal em todas as regiões, vamos estimular a educação e o desenvolvimento regional. Sabemos a falta que as universidades e os institutos federais fazem nas pequenas cidades e nas microrregiões”.

Ainda segundo a presidente, serão entregues, nos próximos quatro anos, 208 novos institutos federais, chegando a 562 unidades até 2014. Com relação às universidades federais, Dilma disse que serão implantados 32 novos campi até 2014, alcançando 320 campi ao final de quatro anos.

Reivindicação 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o plano nacional de expansão da educação vai permitir que os jovens possam se capacitar nos locais onde moram, perto da família. Ele destacou também que os governadores de sete estados, dentre eles a Bahia, já haviam reivindicado o atendimento pelo plano de expansão da educação. “Muitos desses locais usam o próprio orçamento para manter as universidades”.

Haddad disse ainda que a Bahia era um dos estados que tinham um indicador abaixo da média com relação ao número de vagas nas universidades por mil habitantes. Agora, para o ministro, com a implantação das universidades federais do Sul e do Oeste, somados com as já existentes Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a tendência é que essa situação seja regularizada.

Fonte: SECOM