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Candidatos têm até esta segunda-fera (12) para fazer inscrição no Sisutec

Quem deseja concorrer a uma vaga gratuita no ensino técnico tem até esta segunda-feira (12) para fazer a inscrição no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Para se candidatar é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 e obtido nota maior que zero na redação. As inscrições devem ser feitas pela internet e os candidatos podem escolher até duas opções de curso em todo o país.

O sistema vai selecionar candidatos para 239.792 vagas em cursos técnicos. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 14, com matrículas nos dias 15 e 16.

A seleção dos alunos será feita de acordo com a nota no Enem 2012. Do total de vagas, 85% são destinadas aos candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede privada na condição de bolsista integral. As vagas são ofertadas em instituições da rede publica, privada e do Sistema S. Os cursos têm de um a dois anos de duração, com carga horária entre 800 e 1.200 horas-aula.

Os cursos com maior oferta de vagas são os ligados à tecnologia da informação, saúde e área industrial. Lideram a lista os de técnico em informática (23 mil), técnico em enfermagem (14 mil), técnico em logística (13 mil), técnico em segurança do trabalho (13 mil) e técnico em redes de computadores (11 mil). Os estados onde há maior oferta são São Paulo (76 mil), Pernambuco (40 mil), Minas Gerais (27 mil), Paraná (17 mil) e o Distrito Federal (8 mil).

Com informações da Agência Brasil

Ouvidoria itinerante estreita diálogo com comunidade escolar

O projeto é mais uma possibilidade de participação da comunidade escolar na rotina da escola. Saiba mais sobre a iniciativa

Com o projeto Ouvidoria Vai à Escola, a comunidade escolar pode realizar suas críticas e sugestões sobre a educação pública estadual | Foto: SEC

Com o projeto Ouvidoria Vai à Escola, a comunidade escolar pode realizar suas críticas e sugestões sobre a educação pública estadual | Foto: SEC

A Secretaria da Educação do Estado está cada vez mais perto do cidadão baiano. A comunidade escolar e toda sociedade podem participar, efetivamente, do dia a dia da escola pública fazendo sugestões, elogios e críticas na própria escola. Com o projeto Ouvidoria Vai à Escola, uma equipe da Secretaria da Educação se instala, por um dia, em uma unidade da rede estadual para ouvir, diretamente da comunidade, suas opiniões. A ouvidoria também realiza reuniões com grêmios e colegiados escolares.

O Colégio Estadual Doutor João Pedro dos Santos, localizado no bairro de Cosme de Farias, em Salvador, foi um dos visitados pelo Ouvidoria vai à Escola.  “O projeto foi excelente. Eu achei válido, porque, apesar de eu dar abertura aos alunos, alguns ficam acanhados, e aproveitaram a presença da Ouvidoria na Escola para dar opinião. Além disso, o projeto aproximou o gestor da Secretaria”, contou Everaldo Mattos, gestor do colégio.

O projeto proporciona um atendimento individualizado, com análise das manifestações recebidas e acompanhamento de providências, aproximando-se de estudantes, professores, funcionários e gestores escolares. A ouvidoria itinerante é mais uma possibilidade de participação da comunidade escolar na rotina da escola.

Avaliação
Com apenas dois meses de implantação, a iniciativa teve 92% de avaliação positiva da comunidade escolar visitada. Os assuntos mais tratados foram: elogios a funcionários e falta de manutenção nas escolas. O projeto foi lançado em maio de 2013 e fez a primeira visita ao Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães, localizado no IAPI, em Salvador.

Além do projeto, o cidadão que deseja sugerir, reclamar ou elogiar pode entrar em contato com a Secretaria por meio do telefone gratuito (0800 284 0011). Pode, ainda, acessar a página da Ouvidoria no Portal da Educação e o Portal da Ouvidoria Geral do Estado;  encaminhar e-mail para ouvidoria@educacao.ba.gov.br ou seguir o Twitter @ouvidoriaeducacao. O cidadão também pode buscar o SAC Móvel ou comparecer à sede da Ouvidoria da Educação no SAC Educação, no Comércio, e fazer a manifestação pessoalmente.

Selecionados na segunda chamada do Sisu podem fazer matrícula a partir desta sexta (5)

Começam nesta sexta-feira (5) as matrículas dos selecionados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo vai até terça-feira (9). O estudante que perder o prazo, perde a vaga. O resultado da segunda chamada da edição de inverno do Sisu foi divulgado no último dia 1º e está disponível no site do programa.

O estudante deve verificar, na instituição de ensino que o convocou, o local, horário e os procedimentos para a matrícula.

O Sisu foi desenvolvido pelo Ministério da Educação para selecionar os candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior, a partir da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seleção é feita pelo sistema com base na nota obtida pelo candidato.

Os estudantes que não forem convocados em nenhuma das chamadas podem entrar na lista de espera até o dia 12 de julho. O candidato deve acessar o site do Sisu e, no boletim, clicar no botão que confirma o interesse em participar da lista de espera. As convocações da lista de espera começam no dia 17, caso haja vaga não preenchida.

Esta edição do Sisu teve 788.819 estudantes inscritos. Foram oferecidas 39.724 vagas em 54 instituições públicas de ensino superior.

Com informações da Agência Brasil

Matrículas da 2ª chamada do Sisu começam nesta sexta-feira (5)

O resultado da segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação está disponível para consulta online. O estudante deve verificar, na instituição de ensino que o convocou, o local, horário e procedimentos para a matrícula.

Quem ainda não foi convocado em nenhuma das duas chamadas pode aderir à lista de espera do sistema, até o dia 12. A convocação dos selecionados, de acordo com o cronograma, ocorrerá na quarta-feira (17).

O Sisu seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta segunda edição de 2013, cada estudante pôde fazer até duas opções de curso. A oferta chegou a 39.724 vagas em 1.179 cursos, oferecidos por 54 instituições públicas de educação superior integradas ao sistema.

A relação dos estudantes selecionados e o boletim do candidato estão na página do Sisu.

Com informações do Portal Brasil

Projeto Ouvidoria vai à Escola potencializa diálogo com comunidade escolar

A Secretaria da Educação e a Ouvidoria Geral do Estado lançaram nesta quinta-feira (16) o projeto Ouvidoria vai à Escola

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Ouvidor-geral do Estado diz que projeto é fundamental para auxiliar na gestão escolar

A partir desta quinta-feira (16) a comunidade escolar da rede estadual de ensino terá um canal a mais de diálogo com o Governo do Estado. Isso porque a Secretaria da Educação do Estado da Bahia e a Ouvidoria Geral do Estado lançaram o projeto Ouvidoria vai à Escola, no Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães, em Salvador.

Ouvidori da secretaria da Educação explicou objetivos do projeto

Ouvidori da secretaria da Educação explicou objetivos do projeto

Segundo o ouvidor da secretaria da Educação, Francisco Neto, o Ouvidoria vai à Escola tem como objetivos principais promover a participação da comunidade escolar na gestão e fortalecer a democracia participativa na Escola. Saiba mais sobre o projeto

“Inicialmente, o projeto será desenvolvimento nas escolas de Salvador, mas até 2014 todas as escolas estaduais serão visitadas. O atendimento será individualizado e a Ouvidoria da Educação irá acompanhar todas as manifestações”, destacou Francisco Neto.

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Estudantes participaram do lançamento

Na avaliação do ouvidor-geral do Estado, Jones Carvalho, o Ouvidoria vai à Escola é “um instrumento importante para o exercício da cidadania e, consequentemente, irá oferecer indicadores para auxiliar a gestão no desenvolvimento de políticas educacionais”.

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Secretário da Educação destacou importância da participação do estudantes

O secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto, pontuou que a participação dos estudantes será fundamental para o êxito do projeto. “O diálogo com o estudante é importante para melhorarmos cada vez mais a qualidade do ensino público na Bahia. Toda crítica é importante, pois sem ela não há cidadania”, explicou.

Canais de diálogo
Além do atendimento presencial nas escolas da rede estadual de ensino, a comunidade escolar pode contatar a Ouvidoria da Educação no site, pelo 162, no SAC Móvel ou no Twitter. Estudantes, pais, professores e gestores escolares podem registrar suas demandas na sede da Ouvidoria da Educação (Centro Administrativo da Bahia) ou no SAC-Educação, localizado no bairro Comércio, em Salvador

Ouvidoria da Educação vai às escolas

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia e a Ouvidoria Geral do Estado lançam o projeto Ouvidoria vai à Escola, nesta quinta-feira (16), às 10h, no Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães – bairro do IAPI, em Salvador.  A iniciativa tem foco na comunidade escolar, especialmente nos estudantes. O objetivo é promover a orientação com ênfase nos direitos e deveres de cada um e conscientizar sobre o papel da Ouvidoria da Educação, que do dia 1º de janeiro de 2013 a 14 de maio de 2013, registrou mais de 5 mil demandas, das quais 92% já foram respondidas.
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Com o Ouvidoria vai à Escola, a Secretaria da Educação e a Ouvidoria Geral do Estado passam a oferecer às escolas estaduais um atendimento individualizado, com análise das manifestações recebidas e acompanhamento de providências, é o que explica o ouvidor da Educação, Francisco Neto. “Queremos ouvir e estaremos atentos às manifestações da comunidade escolar, dos estudantes. O esforço é para atendê-los em tempo real. Desta forma, fortalecemos a democracia participativa, a formação cidadã e o controle social. Além disso, colaboramos com o processo de promoção da melhoria da qualidade da educação para garantir o direito de aprender”, diz.

Inicialmente, o projeto abrange as escolas estaduais de Salvador. A partir do segundo semestre, as escolas dos demais municípios do interior do Estado também serão incluídas no roteiro da Ouvidoria. “Até 2014, todas as escolas da rede estadual da Bahia receberão a nossa visita. Entendemos que as informações colhidas dos atendimentos possibilitam a avaliação das escolas e contribuem para a gestão”, anuncia o ouvidor Francisco Neto.

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Canais de diálogo
Estudantes, professores, gestores escolares, pais e toda a sociedade podem entrar em contato com a Ouvidoria da Educação, acessando o Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br) e o site da Ouvidoria Geral do Estado (www.ouvidoriageral.ba.gov.br); ligando 162; encaminhando e-mail para ouvidoria@educacao.ba.gov.br ou seguindo o Twitter @ouvidoriaeducacao. O cidadão também pode buscar o SAC Móvel ou comparecer à sede da Ouvidoria da Educação no SAC-Educação, no Comércio, e fazer a manifestação pessoalmente.

Com informações da Secretaria da Educação

Médicos alertam para problemas de visão que podem comprometer aprendizagem

No Dia Nacional da Alfabetização, lembrado nesta quarta-feira (14), médicos alertam os pais para que fiquem atentos aos problemas de visão que podem comprometer o processo de aprendizagem dos filhos. Os problemas refrativos, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, estão entre os que podem ser detectados facilmente em crianças em fase de alfabetização.

Segundo o presidente do Hospital Oftalmológico de Brasília, Canrobert Oliveira, os primeiros sinais de que a visão não vai bem podem ser percebidos bem cedo. “Se é uma criança muito próximo do nascimento, quase recém-nascida, ela não para os olhos, não fixa o olhar, pode ter até um estrabismo congênito”, explica.

Em crianças até 4 anos, um problema na visão pode ser percebidos pelos pais quando elas, por exemplo, tropeçam muito em objetos. Oliveira alerta ainda para um reflexo branco, chamado olho de gato, que pode indicar um tumor maligno.

O oftalmologista ressalta que os adultos devem estar atentos aos sinais. Aquele que não está vendo acaba sendo hostilizado e rejeitado. “É necessário que os professores tenham boa formação para que não castiguem as crianças sem antes fazer um bom exame. Às vezes, a criança não está enxergando, não está aprendendo e não está fazendo deveres porque não enxerga. As crianças, muitas vezes, não sabem que é possível enxergar melhor porque nasceram daquele jeito” diz.

O especialista lembra a importância da prevenção precoce e explica que a falta de correção até os 7 anos,  (idade até a qual há o desenvolvimento da visão) pode atrapalhar a pessoa na vida adulta. “Os seis primeiros anos são fundamentais para qualquer tratamento destinado a melhorar a acuidade visual. É preciso que as crianças sejam tratadas até os 6 anos. Se tratarmos precocemente uma criança com miopia, astigmatismo, hipermetropia,  e até catarata, ela tem grande chance de desenvolver normalmente a visão”

“Ao nascer, é fundamental o teste do olhinho para verificar se o bebê não mostrou reflexo estranho ou estrabismo. Com 1 ano, é bom dar uma olhadinha, pois aí o médico pode detectar problemas funcionais. Em seguida, pelo quinto ano de idade, quando a criança começa a ses alfabetizada, é importante renovar o exame de vista” diz Canrobert Oliveira.

Ele destaca ainda a importância de cuidados com a exposição ao sol. ”É fundamental que os os pais deem óculos escuros para as crianças e as recolham [da exposição ao sol] em torno das 10h”.  O médico explica que os olhos das crianças são mais sensíveis ao sol e que a exposição aos raios ultravioleta pode trazer danos à visão.

Com informações da Agência Brasil

Estudantes podem revisar conteúdos do Enem

Falta uma semana para a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 3 e 4 de novembro. Nesta reta final, os candidatos contam com o reforço dos Aulões Enem, disponíveis no Portal da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, e transmitidos pela TV Educativa (Canal 2) para revisar os conteúdo e tirar as últimas dúvidas. São 32 temas abordados de forma interdisciplinar nas áreas de ciências naturais, ciências humanas, matemática e linguagens.

>>> Para assistir os Aulões Enem clique aqui.

Pelo Portal da Educação, o estudante pode assistir quantas vezes quiser às aulas, ministradas por professores especialistas de todas as disciplinas. Além das vídeo-aulas, os estudantes encontram no Portal da Educação conteúdos digitais como textos, exercícios e games. Já a exibição dos Aulões Enem pela TV Educativa acontece às 7 horas e à 0h30.

Os Aulões Enem foram realizados, presencialmente, em 11 bairros de Salvador. No interior, as aulas presenciais aconteceram nos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Ibicaraí, Porto Seguro, Itapetinga e Brumado. Todas as Diretorias Regionais de Educação da Bahia transmitiram os aulões, por meio de videoconferência, em tempo real.

Ingresso na universidade - A maioria dos estudantes que busca intensificar os estudos para o Enem pretende utilizar o exame como meio de acesso ao ensino superior. Na Bahia, todas as universidades públicas, federais e estaduais, aderiram ao Enem para selecionar candidatos. Boa parte das universidades particulares do estado também considera os resultados do exame.

Nesta última semana de revisão, o candidato ainda precisa lembrar de verificar o local onde irá fazer a prova e ficar atento ao horário de fechamento dos portões, às 13 horas. Os estudantes que não receberem o cartão pelos Correios têm acesso à versão virtual na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na internet (www.inep.gov.br). Para acessar o cartão no site do Enem, é preciso informar o número do CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição.

Com informações da Secretaria da Educação

Abertas inscrições gratuitas para Feira de Ciências e Tecnologia

Estão abertas até 30 de outubro as inscrições gratuitas para a I Feira de Ciências e Tecnologia do Município de Senhor do Bonfim, promovida pelo IF Baiano. Podem participar na Feira de Ciência os alunos que estão devidamente matriculados no Ensino Fundamental, Médio e Técnico da rede Municipal, Estadual, Federal e Particular do Município de Senhor do Bonfim e das cidades de abrangência do Território de Identidade do Piemonte Norte do Itapicuru (Andorinha, Antônio Gonçalves, Caldeirão Grande, Campo Formoso, Filadélfia, Jaguarari, Pindobaçu e Ponto Novo).

As inscrições devem ser feitas no site do evento. Os interessados podem optar entre duas categorias: submissão de trabalho ou ouvinte.

A I Feira de Ciências e Tecnologia do Município de Senhor do Bonfim ocorre nos dias 3 e 4 de dezembro, no campus do IF Baiano, em Senhor do Bonfim. O evento tem o objetivo de estimular a compreensão de ciência e tecnologia enquanto conhecimentos passíveis de serem aplicados no dia a dia.

Com informações da Secretaria da Educação

Governo terá programa para garantir permanência de estudantes cotistas nas universidades públicas

O Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) preparam um pacote de medidas para assegurar a permanência de estudantes cotistas que ingressem nas universidades públicas e institutos federais, conforme a Lei de Cotas Sociais (12.711/2012) que destina 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas.

Os estudantes cotistas, com dificuldades de permanecer na universidade (por necessidade de trabalhar, dificuldade de deslocamento ou falta de recursos para comprar livros e instrumentos para fazer o curso) poderão ser beneficiados com o pagamento de bolsas e auxílios especiais. Os valores ainda não foram estabelecidos.

Além disso, o governo quer que as comunidades acadêmicas das universidades e dos institutos (que terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas) estejam preparadas para receber os cotistas. De acordo com a lei, cada instituição deverá preencher as cotas com autodeclarados pretos, pardos e indígenas na mesma proporção populacional de cada estado.

Para o caso dos estudantes negros, uma ideia é criar centros de convivência negra (como o implantado na Universidade de Brasília (UnB), uma das primeiras a ter sistema de cotas no país). “Nós estamos trabalhando junto com o Ministério da Educação num grande programa que vai facilitar a permanência do estudante, não só a partir de auxílio permanência, mas também de adaptar a universidade para esse público”, destaca o secretário executivo da Seppir, Mário Lisboa Theodoro.

O cálculo do governo é que o número de alunos negros cotistas suba dos atuais 8,7 mil para 56 mil estudantes daqui a quatro anos. O crescimento terá grande efeito social, espera o governo. “Se é pela escolaridade que se abrem as portas do emprego, as desigualdades tendem a ser minoradas”, pondera a coordenadora-geral para Educação de Relações Étnica-Raciais do MEC, Ilma Fátima de Jesus.

Mário Theodoro espera, além do impacto social, um efeito “simbólico”. “Teremos profissionais negros de nível superior, gabaritados e em quantidade que não temos hoje. Vamos ter uma elite intelectual mais com a cara de todo o povo”, salientou.

Segundo o secretário, o governo também vai monitorar o desempenho acadêmico e o ingresso no mercado de trabalho dos cotistas formados. “Estamos verificando em alguns momentos e em situações pontuais estigmas com relação aos cotistas, o que é um absurdo. Nós vamos monitorar para saber se há algum problema no mercado de trabalho”, informou.

O MEC e a Seppir participaram nesta terça-feira (11) à noite, em Brasília, da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para discutir o mandado de segurança de autoria do Instituto de Advocacia Racial (Iara) e do pesquisador de gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto contra o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que liberou a adoção do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato (escrito em 1933), no Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE).

A posição do governo é contrária à censura ou suspensão do livro. “Não se trata de vetar, mas indicar que precisa ser lido a partir da crítica”, salienta Ilma Fátima de Jesus, do MEC. Segundo ela, o PNBE não deve adotar nenhuma obra que coloque “a pessoa em situação vexatória”.

“É importante que essas obras sejam veiculadas porque fazem parte da história e Monteiro Lobato é uma figura importante. Vejo que têm que ser discutidas criticamente. Algumas passagens que hoje em dia ferem muito mais os ouvidos da sociedade brasileira do que feriam alguns anos atrás. Isso tem que ser contextualizado”, concordou Theodoro.

O advogado Humberto Adami, do Iara, também defende a contextualização e alerta para riscos de preconceitos. “Não se pode permitir que essas expressões racistas de outro momento entrem impunemente e reproduzam ou reinventem o racismo em sala de aula. Depois não adianta fazer campanha contra bullying na escola.”

Com informações da Agência Brasil